O termo “Governança de TI” tem suas origens no conceito de “Governança Corporativa”, mas não devemos confundir esses conceitos. Além disso, a “Governança de TI” relaciona-se com a “Gestão/gerenciamento de TI”, porém não são a mesma coisa.

Para melhor entendermos as semelhanças, as diferenças e o inter-relacionamento do significado desses termos, seguem algumas definições.

Governança Corporativa

 

Segundo o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC):

“Governança Corporativa é o sistema pelo qual as organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre proprietários, Conselho de Administração, Diretoria e órgãos de controle. As boas práticas de Governança de TI Corporativa convertem princípios em recomendações objetivas, alinhando interesses com a finalidade de preservar e otimizar o valor da organização, facilitando seu acesso a recursos e contribuindo para sua longevidade.”

Governança de TI

Para o Information Technology Governance Institute (ITGI)-

“governança de TI é de responsabilidade dos executivos e da alta direção, consistindo em aspectos de liderança, estrutura organizacional e processos que garantam que a área de TI da organização suporte e aprimore os objetivos e as estratégias da organização.”

Observa-se, portanto, que a “Governança Corporativa” tem foco no direcionamento e monitoramento da gestão da instituição, e busca permitir a intervenção dos responsáveis finais sempre que houver desvio em relação ao esperado.

Em última instância, esses responsáveis são os detentores da propriedade: sócios e acionistas, no caso das organizações privadas, e a sociedade, no caso das organizações públicas federais.

Já a Governança de TI tem foco no direcionamento e monitoramento das práticas de gestão e uso da TI de uma organização, tendo como indutor e principal beneficiário a alta administração da instituição.

Um exemplo prático de mecanismo de governança de TI é o estabelecimento de um processo transparente de tomada de decisão sobre a priorização de grandes demandas de TI.

Tal processo é necessário para garantir que as ações de TI estejam alinhadas com os objetivos institucionais e para garantir que as demandas que tenham maior impacto nesses objetivos tenham atendimento prioritário.

Esta é uma decisão que não cabe às unidades de TI (embora devam sempre opinar).

Portanto, o estabelecimento desse processo, os participantes e suas competências é uma iniciativa de governança de TI a ser liderada pela alta administração.

Benefícios da Governança de TI

Quando bem implantada, a Governança de TI consegue garantir segurança, confiança e disponibilidade, o que garante à empresa maior credibilidade junto aos seus colaboradores e clientes.

Alguns dos principais benefícios de uma GTI estabelecida de forma adequada são:

  • Automatização de tarefas: Com a automatização de certas tarefas, é possível ganhar tempo e  reduzir custos. Além disso, o processo produtivo é beneficiado, uma vez que diminuir a execução de tarefas repetitivas e focar em afazeres mais importantes pode render maior produtividade por parte dos profissionais de TI.

  • Atendimento convincente: Uma tecnologia bem aplicada de atendimento ao cliente pode auxiliar na fidelização e satisfação dos consumidores. Atendimento personalizado e sem espera também pode ajudar no contentamento dos seus usuários.

  • Alinhamento estratégico: O alinhamento das ações de TI aos objetivos da empresa pode alavancar e potencializar os resultados da corporação a médio e longo prazo.

  • Aumento do ROI: Uma Governança de TI bem executada consegue oferecer maior retorno das iniciativas de tecnologia, contribuindo diretamente para o aumento do ROI (retorno sobre o investimento) feito nessa área pela organização.

  • Comunicação assertiva: Práticas de GTI conseguem aprimorar a comunicação tanto dentro da própria equipe de TI, entre os profissionais da área, quanto com os colaboradores dos demais setores da empresa

Conclusão

A Governança de TI tem o papel de criar estes controles de forma que a TI trabalhe de uma maneira o mais transparente possível perante os stakeholders (executivos, conselho de administração, acionistas).

O framework mais utilizado no mundo se falando em Governança de TI é o COBIT, mantido pela ISACA.

O COBIT sugere uma série de processos a serem seguidos, chamados de objetivos de controle como:

  • gerenciamento de incidentes;
  • segurança da informação;
  • indicadores;
  • auditoria externa entre outros objetivos.

Bom pessoal, espero tê-los ajudado a compreender o que é a Governança de TI e para que serve.