No mês passado, uma empresa de sistemas aeroespaciais e de serviços de transporte espacial dos Estados Unidos lançou os primeiros 60 satélites do sistema "Starlink". O principal objetivo é fornecer sinal de internet banda larga a partir do espaço!

Internet do espaço: entenda mais sobre a novidade revolucionária

Internet no espaço: agora, a banda larga foi longe demais… Desde meados da década, vem-se discutindo formas de otimizar a velocidade das conexões de internet que abastecem nosso planeta. As previsões para o futuro diziam que isso aconteceria no dia em que conseguíssemos dominar o espaço. O futuro já é agora!

No mês passado, uma empresa de sistemas aeroespaciais e de serviços de transporte espacial dos Estados Unidos lançou os primeiros 60 satélites do sistema “Starlink”. O principal objetivo é fornecer sinal de internet banda larga a partir do espaço, além da redução do custo do lançamento de novas naves e objetos ao espaço.

O Falcon 9, foguete que já é lançado desde 2015 e pioneiro na exploração comercial do espaço, decolou da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral (CCAFS), na Flórida, por volta das 23h30 pelo horário de Brasília. Uma hora após o lançamento, os satélites foram liberados a uma altitude de 440 km e posou em uma balsa ancorada em meio ao Oceano Atlântico.

Para que haja abrangência em toda a Terra, serão necessários mais de 30 lançamentos. Serão 12 apenas para cobrir apenas o território dos Estados Unidos e outros 24 para disponibilizar conexão para as regiões povoadas. Ao todo, quase 2 mil satélites serão necessários para abranger todo o planeta. No entanto, cerca de 10 mil satélites serão adicionados para garantir uma maior capacidade da rede.

 

Internet do espaço: quem são os responsáveis?

A empresa por trás desta iniciativa é a SpaceX. Ela pertence ao magnata Elon Musk, cujo patrimônio ultrapassa os 80 bilhões de reais e o coloca na 36ª posição na lista das pessoas mais ricas do mundo. Fundada em 2002, a firma foi responsável pelo envio do primeiro foguete de combustível líquido à órbita da Terra. O foguete enviado para a missão do Starlink também foi o responsável pelo primeiro pouso propulsivo de um foguete orbital.

Atualmente, a SpaceX é considerada a líder na corrida espacial privada. Com a nova empreitada, a empresa pode faturar até US$ 30 bilhões por ano. O grande objetivo é a captação entre 3% e 5% do futuro mercado global. O valor supera em 50% o estimado pela Nasa para o ano de 2019.

Os investimentos no Starllink podem resultar na conclusão de duas metas bem “simples”: construir uma cidade autossustentável em Marte e uma base na Lua. Nós vemos isso como uma forma para a SpaceX gerar receitas que podem ser usadas no desenvolvimento de foguetes e espaçonaves cada vez mais avançadas”, declarou Elon Musk.

 

Internet do espaço: novidade ainda é recebida com desconfiança

Estima-se que os satélites do Starlink, devido ao brilho, poderão ser vistos a olho nu.  Mesmo com o sucesso da missão, astrônomos alegam que os aparelhos podem ameaçar a visão noturna do cosmos, uma vez que objetos luminosos contribuem para saturar as imagens do espaço, o que poderia atrapalhar o andamento das pesquisas científicas.

Ainda com apenas 60 aparelhos, o número estimado de 12 mil já preocupa estes profissionais. Segundos estudos da Universidade do Alabama, em 20 anos, veremos mais satélites do que estrelas durante a noite. Por essa razão, além das próprias carreiras, os astrônomos defendem a proteção da visão do céu noturno.

Através de publicações nas redes sociais, Musk defendeu os benefícios da ideia, como acesso à internet por pessoas desfavorecidas, e afirmou que o Starlink não impedirá os avanços da astronomia. Apesar da afirmativa, o empresário prometeu que irá trabalhar formas de reduzir o brilho dos satélites.

 

Internet do espaço: o que esperar daqui para frente?

No momento, cerca de 2.100 satélites estão ativos e orbitando na Terra, além dos que estão fora de funcionamento. Como já fora mencionado, a SpaceX tem autorização do governo dos Estados Unidos para mandar mais 12 mil. Para que não ocorram acidentes, a empresa disponibilizou em cada um deles uma tecnologia que previne contra colisões.

A previsão é que, se bem-sucedida a operação, a SpaceX será detentora de mais satélites em órbita do que todos os outros combinados. O tempo máximo estimado é de 2 anos. Ainda faltam diversos lançamentos para que o Starlink comece a funcionar (são 800 satélites para ativação), mas Musk já prometeu que basta apenas uma antena “parecida com uma pizza mediana” para receber o sinal.

 

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