Em semana de Dia das Crianças, preparamos um artigo com dicas primordiais e reflexões para auxiliar você, papai e mamãe, no trato das atividades online dos seus filhos.

Crianças online: toda cautela é pouca para proteger os pequenos dos perigos da internet. As pipas deram lugar ao smartphone. O pique-pega deu lugar ao Free Fire. A apresentadora loira deu lugar ao youtuber. As crianças estão cada vez mais antenadas e os celulares passam a fazer parte da rotina delas cada vez mais cedo. 

Segundo dados da pesquisa TIC Kids Online Brasil 2018, publicada no último mês, 24,3 milhões de jovens entre 9 e 17 anos estão conectadas à internet. O número representa 86% da população dessa idade. Esse percentual supera a média geral de pessoas conectadas no país, que beira a casa dos 60%. 

Tamanha presença online ajudou a criar um mercado para atender a demanda kids, mas também despertou a atenção de muita gente mal intencionada. Recentemente, golpistas utilizaram imagens da Turma da Mônica para roubar dados de cartão de crédito de pais. Nesse ano, a assustadora boneca Momo reapareceu para assustar crianças. 

Em semana de Dia das Crianças, preparamos um artigo com dicas primordiais e reflexões para auxiliar você, papai e mamãe, no trato das atividades online dos seus filhos. Afinal, mesmo com toda a informação do mundo à disposição deles, os pais são a principal referência de sabedoria e respeito! 

 

Crianças online: algumas dicas e ferramentas

Primeiramente, respeite os limites de idade das redes sociais. As mais famosas, Facebook, Instagram e Twitter, publicam em seus termos de uso que não aceitam usuários menores de 13 anos. Portanto, se seu filho ainda não atingiu essa idade, não permita que ele crie contas nessas redes. Outro queridinho das crianças, o YouTube, tem uma plataforma específica para elas. No YouTube Kids, elas acessam a conteúdos filtrados especialmente para a idade e os pais encontram recursos de controle.

O mais indicado é instalar filtradores de conteúdo online. Eles priorizam publicações permitidas para o público infantil em sites de busca, bloqueiam conteúdos pornográficos, gerenciam acessos e controlam o tempo de uso. As versões premium destas funcionalidades ainda notificam os pais em casos de movimentações suspeitas na conta do filho. 

Entre os aplicativos mais indicados, estão o K9 Web Protection, o Norton Family e MetaCert. Como característica comum, os três ajudam a bloquear páginas indevidas. O Google e o Android também oferecem auxílio para proteção das crianças. No Chrome, a opção “SafeSearch”, presente nas configurações de pesquisa, filtra conteúdo impróprio. Nos smartphones que contam com PlayStore, basta buscar por “Controle dos pais” nas configurações e determinar a classificação etária dos aplicativos que aparecerão nas buscas da loja.  

 

Crianças online: como você pode proteger seus filhos?

Quanto tempo você tem dedicado para conversar com seu filho? Ou você sempre se aproveita do fato de que ele está entretido no celular para realizar suas tarefas? No tópico anterior, listamos ferramentas que protegem crianças, mas o diálogo é o aparato mais importante. São os pais que precisam explicitar as noções de certo e errado para que ele já utilize esses exemplos na rotina virtual. 

Primeiramente, é importante determinar horários específicos para uso de smartphones. Se nós, adultos formados, perdemos horas em frente àquelas telas, imagina eles que têm pouquíssima noção de limite? Determinar hora para utilizar celular permite que seu filho não se afaste de outras tarefas, principalmente, dos deveres escolares e da convivência real com os amigos. 

Segundo uma pesquisa do CyberHandbook, 80% dos pais não sabem o que os filhos acessam na internet. O recomendado é que os pais tenham acesso total ao que os filhos fazem na internet até os 12 anos de idade. Cheque o histórico de navegação, as buscas do YouTube, as mensagens de redes sociais e as pastas de download frequentemente. Utilize as movimentações suspeitas e perigosas que você encontrar não apenas para puni-lo, mas, também para educá-lo. 

Não é uma violação de privacidade, é apenas uma garantia de que ele está acessando conteúdo nocivo ou sendo ludibriado. A idade limite para o total controle é justamente o início da pré-adolescência, quando a criança começa a desenvolver a própria personalidade e já consegue desenvolver certas espertezas. Mas, claro, não é um padrão: tudo depende da maturidade que seu filho apresenta e do grau de confiança que você tem nele quando se trata do mundo virtual.  

Por fim, também busque se educar sobre noções básicas de internet para ajudar seu filho. Por exemplo, ensine-o a detectar mensagens mal intencionadas, links com potencial de vírus e golpes virtuais. O celular possui um mundo de possibilidades boas e ruins. Não entregue isto na mão de uma criança sem orientá-la!  

 

Città Telecom

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