Semana com 4 dias de trabalho: vantajoso ou uma grande tendência para acumular demandas? Descubra!

Semana com 4 dias de trabalho: vantajoso ou uma grande tendência para acumular demandas? É fato que, quando chega a sexta-feira, os funcionários já estão tão sobrecarregados com tudo que aconteceu nos dias anteriores que eles só pensam em “sextar”. Mas será que reduzir a carga horária resultaria em benefícios para a equipe e para o rendimento do trabalho?

É esse teste que diversas empresas importantes do mundo vêm realizando nos últimos tempos. Quais são os resultados? Os números apresentados compensam? Não atrapalha todo o cronograma da firma? Essa e muitas outras informações você acompanha neste artigo. Leia até o final e tire suas próprias conclusões! 

 

Semana com 4 dias: de onde vem essa história?

As primeiras projeções datam da primeira metade do século XX com os Estados Unidos afundados na Grande Depressão, uma crise econômica causada pela superprodução e que perdurou até a Segunda Guerra Mundial, dez anos depois. No período, o modelo de trabalho capitalista parecia fadado ao fracasso e uma das soluções pensadas foi uma redução da jornada. 

No entanto, a primeira implantação da metodologia que se tem documentado aparece em 1998, na França. A jornada de trabalho foi reduzida de 39 para 35 horas semanais como uma forma de reduzir o desemprego. Mais de 20 anos depois, a França vive uma nova discussão sobre um aumento considerável das horas trabalhadas que, atualmente, giram em torno de 36h mas o modelo implementado no fim do século XX ainda é considerado referência histórica. 

O caso de sucesso mais famoso da semana com 4 dias vem da Nova Zelândia. Entre março e abril de 2018, a companhia de planejamento imobiliário reduziu a jornada de 40 para 32 horas semanais. O resultado foi a diminuição do estresse em 7%, aumento de 5% na satisfação do trabalho e 24% dos funcionários afirmaram estar se sentindo melhor em relação à vida pessoal. Desde então, os cerca de 240 funcionários da empresa trabalham de segunda a quinta-feira. 

 

Semana com 4 dias: o caso de sucesso mais recente vem de uma grande empresa

Neste ano, os escritórios da Microsoft no Japão tiveram suas cargas horárias de trabalho reduzidas a quatro dias semanais sem nenhuma alteração na folha de pagamento. Durante todo o mês de agosto, os 2.280 funcionários da companhia puderam folgar às sextas-feiras. Os resultados da iniciativa foram divulgados à imprensa no começo de novembro. 

Segundo informações da empresa, os funcionários tiveram um aumento de 40% na produtividade em relação ao mesmo período do ano anterior. Este fator foi medido de acordo com o número de vendas de cada contratado. A Microsoft apontou que a medida também é sustentável, já que os gastos com papel e eletricidade reduziram em, respectivamente, 59% e 23% em relação a agosto do ano passado. 

Outra medida importante foi relacionada à tomada de decisões. Os e-mails, que podem demorar horas ou até dias para serem respondidos, foram substituídos internamente por um aplicativo de mensagens instantâneas. Já as reuniões, só aconteciam em casos de extrema importância. Mesmo assim, tinham hora pra começar e terminar: apenas 30 minutos cada. 

A iniciativa é parte do programa Work-Life Choice Challenge, que busca estimular um balanceamento entre vida pessoal e profissional. O projeto é de extrema importância no Japão, que sofre com constantes casos de “karoshi”. Trata-se da morte por excesso de trabalho. Com tanta pressão nas costas, os trabalhadores têm overdoses por abuso de medicamentos, sofrem maus súbitos ou chegam ao suicídio.  

 

Semana com 4 dias: vantagens e desvantagens

A principal vantagem do modelo é o aumento da produtividade. Com menor duração e a mesma carga de trabalho, perde-se menos tempo em pausas ou em reuniões improdutivas e aumenta o foco em entregar a demanda no período certo. Um dia a menos também pode resultar em mais espírito de equipe em seu time, já que gera um sentimento de cooperação para que todas as metas sejam cumpridas. 

No entanto, é um protótipo que pode gerar mais custos se não for implementado cuidadosamente. Se o modelo de trabalho não for repensado e adaptado para as 32 horas semanais, você pode precisar pagar por hora extra caso exceda o tempo ou necessitar contratar novos funcionários para dar conta da demanda. Por isso que, como qualquer novidade, a semana com 4 dias precisa ser longamente estudada dentro da sua empresa e do seu nicho em geral. 

 

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