Apesar de ser uma prática antiga, o golpe do WhatsApp clonado teve um estopim no ano de 2019. De acordo com estimativas da PSafe, uma startup que desenvolve ferramentas de segurança para celular, 23 pessoas são vítimas da armadilha por dia.

WhatsApp clonado: uma modalidade de golpe que tem se tornado cada vez mais corriqueira. Em 2018, um levantamento realizado pelo Apptopia revelou que, entre maio e agosto de 2018, os usuários gastaram 85 bilhões de horas no aplicativo de mensagens instantâneas. Os números também são pomposos no Brasil. No ano passado, a empresa de consultoria Deloitte consultou 2 mil pessoas de 18 a 55 anos e 80% dos entrevistados afirmaram olhar o aplicativo mais de uma vez por hora. 

Tamanha intimidade do brasileiro com o aplicativo se tornou um facilitador de vida, mas também chamou a atenção de criminosos, que, agora, visam a ferramenta como uma maneira prática de realizar falcatruas. O mais novo golpe da “moda” é o WhatsApp clonado. O hacker invade a conta, tem acesso às mensagens privadas e realiza contatos se passando pelo dono do número. 

Apesar de ser uma prática antiga, o golpe do WhatsApp clonado teve um estopim no ano de 2019. De acordo com estimativas da PSafe, uma startup que desenvolve ferramentas de segurança para celular, 23 pessoas são vítimas da armadilha por dia no Brasil. No total, mais de 8,5 milhões de contas já teriam sido afetadas por este crime no país. 

Os aplicativos de segurança desenvolvidas pela mesma startup detectaram mais de 130 mil tentativas de roubo de WhatsApp no Brasil apenas no primeiro semestre de 2019. Entre os principais atos, estão pedidos de dinheiro ou transferências a amigos se passando pelo dono da conta e tentativa de extorsão sob ameaça de vazamento de conversas ou fotos íntimas. 

 

WhatsApp clonado: como os criminosos agem

No método mais famoso, tudo que o golpista precisa é do seu número e uma boa lábia. O criminoso tenta cadastrar o WhatsApp da vítima em outro dispositivo, o que faz com que o próprio aplicativo envie um código de verificação para o celular do roubado. O hacker entra em contato com a pessoa se passando por alguma empresa da qual ela utiliza serviços – geralmente, da plataforma de onde o número foi retirado, como sites de revenda ou de imóveis. 

Com isso, é solicitado o envio dos seis dígitos que acabam de chegar através do SMS sob a irônica justificativa de aquela é uma ação contra fraudes. Com o código em mãos, o WhatsApp é clonado e, através do novo dispositivo, o criminoso tem acesso a todas as atividades da pessoa. 

Para que a tentativa de golpe através de SMS seja invalidada, basta acionar a confirmação em duas etapas. A função pode ser ativada através da aba “Conta” no seu WhatsApp. Assim, qualquer novo login só será concretizado se a senha criada por você for digitada. 

Um método mais “silencioso” acontece presencialmente. Existem aplicativos que espelham o WhatsApp em outro dispositivo a partir da leitura de um QR Code. Portanto, não permita leituras de códigos em locais ou com pessoas de pouca confiança, tampouco deixe o seu celular desbloqueado nesses espaços. 

 

WhatsApp clonado: como saber se fui vítima do golpe

O jeito mais eficaz é estar atento às próprias atividades do seu “zap”. Preste atenção a atividades suspeitas, como conversas já visualizadas. A gente tende a achar que é algum bug do aplicativo, mas é um forte indício de WhatsApp clonado. Mensagens que não foram digitadas por você, obviamente, também denunciam que sua conta foi roubada.  

Observe frequentemente os logins realizados pelo WhatsApp Web, já que é através de computadores que os criminosos costumam agir. Você acessa essa informação pelo seu celular na aba “WhatsApp Web/Computador”, que fica nos ajustes/configurações. Clique em “sair de todas as sessões” se detectar algum computador suspeito conectado à sua conta ou se você costuma entrar em computadores públicos, como o de locais de trabalho. 

 

WhatsApp clonado: como proceder após o golpe?

Solicite a suspensão do WhatsApp clonado em contato direto com o suporte do aplicativo. Isso pode ser realizado através do e-mail support@whatsapp.com. A conta permanecerá inativa por 30 dias. Passado o período, você pode recadastrar novamente o número. Do contrário, ele será apagado definitivamente. 

O recomendado é que, nesse mesmo período de suspensão da conta do WhatsApp, você desative também a conta telefônica para evitar novos golpes nesse número já exposto a vulnerabilidades. 

 

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