A crise econômica decorrente da pandemia já está deixando prejuízos, mas a perspectiva que se apresenta é que o mundo das vendas estará cada vez mais virtual. Neste artigo, separamos dados e curiosidades sobre o crescimento positivo do e-commerce nesse contexto. Acompanhe!

E-commerce: um modelo de negócios de suma importância e que, mais do que nunca, expõe sua eficácia. Com um mundo cada vez mais digitalizado, a tendência óbvia é de que o comércio eletrônico também esteja em constante crescente em relação ao número de adeptos. Segundo o estudo Perfil do E-commerce Brasileiro, divulgado em 2019, o segmento cresceu 40% no Brasil em um ano. 

Mas existe uma diferença notória entre utilizar porque quer e utilizar porque é a única opção. A pandemia do novo coronavírus e a necessidade do isolamento social fez com que as pessoas trocassem os estabelecimentos físicos por aplicativos de delivery e compra online. Nesse momento, ganham as empresas que já tinham realizado uma transição para o ambiente digital — ou as que têm caixa para fazer essa atualização de última hora. 

A crise econômica decorrente da pandemia já está deixando prejuízos, mas a perspectiva que se apresenta é que o mundo das vendas estará cada vez mais virtual. Neste artigo, separamos dados e curiosidades sobre o crescimento positivo do e-commerce nesse contexto. Acompanhe! 

 

E-commerce: dados sobre alta

Impulsionado pelo início do isolamento social, o faturamento do e-commerce alcançou 20,4 bilhões de reais no primeiro trimestre do ano. Isso representa uma alta de 26,7% em comparação ao mesmo período em 2019. Os dados são de um levantamento realizado pela empresa Compre&Confie, especializada em inteligência para o mercado do comércio eletrônico.

Quase 50 milhões de pedidos foram realizados ao e-commerce no primeiro trimestre de 2020, um aumento de 32,6% em relação ao ano passado. Apesar do crescimento, os brasileiros investiram menos dinheiro nessas compras, o que já pode ser lido como uma economia em momento de recessões. O ticket médio das encomendas sofreu uma queda de 4,5% em comparação a 2019. 

Um levantamento encomendado pela Nuvemshop, plataforma que ajuda pequenos e médios empreendedores a montar uma loja virtual, mostra um cenário semelhante. O estudo apontou que o e-commerce das PMEs na América Latina encerrou o mês de março com uma alta de 140%. Até o dia 22, esses empreendimentos vivenciaram uma queda de 45%. Ou seja, com o firmamento da quarentena, o comércio eletrônico precisou de apenas nove dias para presenciar um aumento gigantesco.

 

E-commerce: os segmentos em alta

Engana-se quem pensa que apenas os serviços essenciais estão se beneficiando do e-commerce neste período de pandemia. Um levantamento elaborado pela Konduto, empresa especializada em segurança para e-commerce, expôs quais foram os segmentos que apresentaram crescimento exponencial entre 15 e 24 de março, período em que o isolamento social começou a se intensificar, em comparação com os dez primeiros dias do mesmo mês. 

O segmento do e-commerce que apresentou o crescimento mais significativo foi o de brinquedos, que registrou alta de 643,05%. Os games online, que ofertam venda de versões premium, créditos e vantagens para personagens, também sofreram aumento de 58,46% no período reportado pelo levantamento. 

Já o nicho dos artigos esportivos presenciou mais 187,90% de subida nas vendas. Esse crescimento pode ser interpretado pela necessidade de se gerar entretenimento, especialmente, para crianças e adolescentes, durante o período de quarentena. 

Outro setor não essencial que presenciou crescimento graças ao comércio eletrônico foi a moda, especialmente, as lojas de departamento. Uma pesquisa encomendada pela empresa Dito, que atua no mercado de varejo, revelou que, em março, o segmento apresentou um aumento de 48,9% na receita de e-commerce em comparação ao mesmo mês em 2019. 

Ainda de acordo com a pesquisa da Konduto, o setor essencial do e-commerce que presenciou o crescimento mais grandioso em março foram os supermercados online: 448,09%. Em 2019, Gleidys Salvanha, diretora de Negócios para Varejo do Google, concedeu uma entrevista à revista Época e afirmou: “fazer supermercado pela internet é uma das últimas barreiras do e-commerce no Brasil”. Na época, somente 15% da população comprava online itens de supermercado. 

Já as farmácias online presenciaram um aumento de 74,70% no período analisado. O campeão de vendas não poderia ter sido outro: gel antisséptico. Segundo a pesquisa do Compre&Confie, a busca por produtos do tipo aumentou 4.261% em relação ao mesmo período do ano passado. Logo em seguida, aparecem os produtos de limpeza, com subida de busca de 2.520%. 

Em fevereiro, um mês antes do início do isolamento social, o relatório Neotrust, também realizado pela Compre&Confie, revelou os brasileiros gastaram R$ 75 bilhões no e-commerce, o que representa uma alta de 23% na receita do comércio eletrônico em 2019. Mesmo diante de uma crise global, as projeções para os dados de 2020 já parecem animadoras. Pense digital! 

 

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