Cidades Inteligentes: um modelo de sociedade que vai muito além da tecnologia e visa uma verdadeira revolução no bem estar da população. Saiba mais!

Cidades Inteligentes: um modelo de sociedade que vai muito além da tecnologia e visa uma verdadeira revolução no bem-estar da população. Esse conceito já vem sendo aplicado em diversos países ao redor do mundo e o resultados têm se mostrado, em sua esmagadora maioria, muito positivos. Afinal, com a aplicação desta concepção, teremos uma comunidade mais equilibrada e participativa. 

O conceito de Cidades Inteligentes, ou Smart Cities, pode ser descrito como uma área urbana que utiliza de tecnologia para otimizar diversos processos usuais do dia a dia. Graças à Internet das Coisas (IoT), são disponibilizados sensores que funcionam via internet e são capaz de coletar e armazenar dados, gerando, assim, uma inteligência que pode automatizar, gerenciar e melhorar vários âmbitos da sociedade. Parece apenas um grande update tecnológico, mas é um grande aliado para a construção de uma sociedade mais sustentável. 

Precisamos pensar a longo prazo: de acordo com o relatório “Perspectivas Mundiais de População 2019: Destaques”, publicado no ano passado pela Organização das Nações Unidas (ONU), o total de habitantes no planeta deve ultrapassar 9,7 bilhões em 2050, ou seja, um aumento de 2 bilhões em apenas 30 anos. É necessário planejar desde já como reestruturar os modelos de áreas urbanas que temos hoje para abrigar essa futura população. E as Cidades Inteligentes podem ser uma boa alternativa. 

Entre os setores beneficiados pelas Cidades Inteligentes, podemos destacar mobilidade, coleta de lixo, trânsito, controle e distribuição de energia, planejamento urbano, democratização no acesso de habitações e dados sobre poluição do ar. Para chegar a esse resultado, é preciso o envolvimento de pesquisadores, universidades, empresas e diversas organizações. Como qualquer projeto, são necessários dados concretos, expertises específicas e, claro, investimento financeiro.  

Para desenvolver as ações das Cidades Inteligentes, é preciso focar em dez pontos essenciais: administração pública, capital humano, coesão social, conexões internacionais, economia, governança, meio-ambiente, planejamento urbano e tecnologia. A referência é o relatório Cities in Motion Index, desenvolvido na Espanha, um dos países que destacaremos abaixo. Os dados foram publicados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). 

 

Cidades Inteligentes: Bottom-Up x Top Down

Aqui, explicaremos as mais famosas abordagens de Cidades Inteligentes. A linha do tempo que levou a uma atualização entre “Top Down” e “Bottom-Up” representa, também, a evolução do conceito de Cidades Inteligentes. 

O primeiro, que em bom e velho português significa “de cima para baixo”, faz parte da primeira geração do modelo. De acordo com a consultora do Programa Cidades Inteligentes da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), Thaís Nahas, essa etapa é marcada por provedores de tecnologia que incentivavam os gestores públicos de cidades que enfrentavam grave crise econômica.  

O conceito de top down, portanto, pode ser lido como um modelo onde as cidades são totalmente recriadas e essa estruturação “zerada” é utilizada a favor da atualização. Embora faça parte de uma primeira geração e tenha sido alvo de muitas críticas, especialmente pelo fato de que nem todos os centros urbanos estavam integralmente preparados para recebê-los, esse modelo ainda é aplicado com sucesso em algumas cidades do mundo. 

Já o Bottom-Up, ou de baixo pra cima, marca a terceira geração das Cidades Inteligentes, cuja principal característica é a participação da população no desenvolvimento da área urbana. Ainda de acordo com a publicação de ACATE, nessa terceira fase há um incentivo à inovação local para enfrentar desafios urbanos complexos, como oportunidades econômicas, sustentabilidade e infraestrutura. O modelo já foi adotado aqui no Brasil. 

O estilo “de baixo pra cima” valoriza a participação de pessoas físicas na criação de soluções tecnológicas. Por essa razão, é considerado um modelo mais democrático. Um bom exemplo de iniciativas que trazem a característica “Bottom-Up” é a utilização de redes sociais para a obtenção de dados, ou seja, uma ferramenta que constrói uma inteligência para a cidade de acordo com a contribuição do próprio cidadão. 

 

Cidades Inteligentes: exemplos ao redor do mundo

Como prometemos acima, vamos começar com um case de sucesso de Cidade Inteligente diretamente da Espanha: Barcelona. A metrópole é parte da segunda geração, quando prefeituras apostaram na tecnologia como principal fator para o futuro. Entre as principais características do município, estão a democratização do acesso à informação, uma bandeira que a gente defende muito por aqui, e a maior participação popular nas decisões desse modelo. 

Na Dinamarca, o mais famoso exemplo de Cidade Inteligente é em Copenhague. O grande objetivo da atualização é se transformar na primeira capital do mundo neutra em carbono até 2025. Para isso, em 2015, diversos sensores com luzes de LED foram espalhados pelas ruas para melhorar a mobilidade. Um dos principais benefícios do sistema é a diminuição de engarrafamentos e a facilidade do tráfego, o que, consequentemente, contribui para a redução da emissão de combustíveis fósseis. 

Na Coreia do Sul, há uma prova de que o “top down”, pertencente à primeira geração das Cidades Inteligentes, pode funcionar. Em Songdo, a quatro mil quilômetros da capital Seul, a principal implementação do conceito foi na construção de edifícios, que contam com sistemas de monitoramento que medem desde o consumo de energia até a probabilidade de incêndios. Assim, há uma redução considerável com os gastos de manutenção. 

No Brasil, Croatá, um pequeno distrito do Ceará se transformou em um modelo internacional de cidade inteligente graças à intervenção de uma empresa italiana. A Smart City Laguna está sendo desenvolvida em uma área de 300 hectares com diversas iniciativas que visam sustentabilidade, interação social e otimização de serviços. A escolha do local se deu pela localização, cuja proximidade abrange um porto, uma siderúrgica e uma ferrovia. 

Outras cidades do Brasil também se destacam em rankings globais de Cidades Inteligentes. Um levantamento da Connected Smart Cities, divulgado em 2019, revelou que Campinas, cidade do interior de São Paulo, é a mais bem colocada do país. O top 5 é completado pela capital paulista, Curitiba, Brasília e São Caetano do Sul, outra cidade paulista. 

O ranking investigou as cidades com mais de 50 mil habitantes e considerou os seguintes tópicos: economia, educação, empreendedorismo, energia, governança, inovação, meio ambiente, mobilidade, saúde, segurança, tecnologia e urbanismo. Outros dados da pesquisa podem ser acompanhados AQUI

 

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