Inteligência artificial tem a saúde e o bem estar da sociedade como seus principais pilares. Ela pode fazer toda a diferença nos avanços em pesquisas e na prevenção da pandemia junto à sociedade. Saiba mais!

Pesquisas sobre inteligência artificial já são uma realidade desde a primeira metade do século XX, poucas décadas após o surto de gripe espanhola que assolou a população que viveu aquele período. Anos depois, essa vertente da ciência da computação tem se mostrado uma importante aliada no combate a pandemia do novo coronavírus, que já atingiu milhões de pessoas ao redor do mundo. 

A inteligência artificial é uma ciência que visa desenvolver dispositivos e softwares que sejam capazes de “imitar” a capacidade humana de tomar decisões e solucionar problemas através do cruzamento de percepções, dados e ideias. Um bom exemplo disso são as assistentes virtuais dos nossos dispositivos, como a Siri, a Alexa e o Google Assistant. Leia mais sobre o assunto NESTE ARTIGO

Apesar de, hoje em dia, ser utilizada para inovações pouco essenciais (a gente já falou aqui, por exemplo, da geladeira inteligente, cuja real necessidade segue sendo questionada), a inteligência artificial tem a saúde e o bem estar da sociedade como seus principais pilares. Ela pode fazer toda a diferença nos avanços em pesquisas e na prevenção da pandemia junto à sociedade. 

 

Inteligência artificial: contribuições relevantes para o momento

Os primeiros sinais de um caso de emergência global foram identificados por uma organização que utiliza inteligência artificial. Segundo a agência global de notícias AFP, ainda em dezembro de 2019, um grupo de pesquisadores se debruçaram sobre uma série de informações que explicitavam a propagação desenfreada de uma doença respiratória com sintomas semelhantes aos de uma gripe em Wuhan, na China. 

Eles conseguiram esses dados graças a um sistema de inteligência artificial que revisa mídias e redes sociais. Ainda de acordo com a publicação, isso aconteceu dias antes do primeiro alerta de risco da Organização Mundial da Saúde (OMS). No dia 30 de dezembro, a Dataminr, outra empresa do segmento de IA que trabalha com detecção em tempo real cruzando informações de mídias sociais, enviou dados sobre o estágio da doença na cidade chinesa através relatos de testemunhas. 

Desde então, essa ciência tem sido implementada em diversos segmentos no combate à pandemia do novo coronavírus. Uma das contribuições mais importantes são os assistentes virtuais que ajudam a solucionar dúvidas, alertam sobre sintomas, disseminam as recomendações da OMS e esclarecem procedimentos relacionados à doença. Isso ajuda com que os sistemas de saúde fiquem menos sobrecarregados e cuidem dos casos mais graves. 

Uma das vertentes da medicina que foi beneficiada com a implementação da inteligência artificial foi a radiologia e, nesse período, essa eficácia se mostra muito relevante. As tomografias tornaram-se mais produtivas e mais precisas graças aos avanços da IA. Hoje, esse procedimento ajuda a detectar pneumonias e outros danos nocivos aos pulmões, principal órgão afetado pela Covid-19. 

Além dos cuidados básicos com higienização, a informação se tornou um aliado primordial na luta contra a pandemia. Por isso, diversas empresas estão utilizando inteligência artificial para detectar notícias falsas e postagens que vão contra às recomendações da OMS. Entre as plataformas que adotaram a medida para conter as fakenews, estão Facebook, Twitter, YouTube e WhatsApp, que lançou uma central de informações sobre a doença para os usuários. 

 

Inteligência artificial: exemplos de iniciativas brasileiras

Apesar do baixo apoio estrutural e financeiro, os pesquisadores brasileiros têm dado grandes contribuições ao mundo. Um exemplo disso é o projeto XrayCovid-19, desenvolvido por professores e alunos da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Trata-se de uma ferramenta que utiliza da inteligência artificial para auxiliar no diagnóstico da doença. A iniciativa, que se encontra em fase experimental, avalia uma radiografia do tórax e pode informar se a imagem corresponde a uma pneumonia comum ou da Covid-19. 

Outro estudo realizado por uma universidade pública brasileira vem da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, os cientistas alimentaram algoritmos de inteligência artificial com dados de cerca de 164 pacientes com suspeita de Covid-19 e obteve diagnósticos corretos em 78% dos casos. Ambas as ferramentas ajudariam a revelar identificações precisas da doença em cenários de escassez de testes. 

Pesquisadores de pós-graduação da Universidade de Pernambuco (UPE) também utilizaram da inteligência artificial para desenvolver uma ferramenta que ajuda a monitorar infectados pelo novo coronavírus. O MonitorAR capta a frequência respiratória e mede a temperatura e frequência cardíaca dos enfermos, tirando, assim, dados necessários para acompanhar a evolução dos pacientes. O protótipo foi desenvolvido pelos cientistas em apenas uma semana. 

Vale frisar que, apesar de tamanha tecnologia e inovação, são seres humanos que estão na linha de frente do combate ao novo coronavírus e que as ferramentas com inteligência artificial são apenas complementos que auxiliam esse trabalho. Foi o que declarou o cientista da computação Clark Freifeld na reportagem publicada pela AFP: “Usamos a inteligência artificial como um multiplicador de forças”.

 

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