A Quarta Revolução Industrial, ou simplesmente Indústria 4.0, está em curso. Ela é marcada por uma evolução ainda maior da importância da máquina. Entenda mais neste artigo!

Indústria 4.0: a nova era industrial trará impactos definitivos às futuras gerações. Desde o fim do século XVIII, o mundo presencia mudanças em processos de manufatura e desenvolvimento de novas e transformadoras formas de produção. Se você ainda tem algumas lembranças das aulas de história vai se recordar das revoluções industriais. Pois saiba que estamos diante de mais uma, a quarta revolução industrial! 

Para os que não lembram, aqui vai um rápido apanhado: a Primeira Revolução Industrial teve como estopim o desenvolvimento das máquinas a vapor que fortaleceram, sobretudo, a indústria têxtil. Em seguida, o desenvolvimento em massa das indústrias química e elétrica caracterizaram a Segunda Revolução Industrial. É quando surge a famosa linha de montagem do fordismo. Por fim, a Terceira, que já acontece no século XX, é marcada pela adesão total da tecnologia. 

A Quarta Revolução Industrial, ou simplesmente Indústria 4.0, está em curso. Ela é marcada por uma evolução ainda maior da importância da máquina. Seu principal objetivo é criar redes inteligentes que sejam capazes de conectar sistemas que controlem toda a produção de maneira autônoma. Entre os conceitos que abarcam essa nova fase da indústria, estão a internet das coisas (IoT), a inteligência artificial e a automação de marketing. 

Precisamos pensar a Indústria 4.0 para além de adotar máquinas só na hora de produzir. É uma revolução completa que repensa desde os processos mais básicos até a execução de produtos. Milhares de processos manuais foram substituídos por máquinas há séculos, isso não é nenhuma novidade. No entanto, a atual mudança visa a automação, ou seja, os próprios sistemas agilizam e otimizam as próprias tarefas, diminuindo cada vez mais as interferências humanas. 

A Indústria 4.0 está diretamente ligada à Transformação Digital, um conceito que vai muito além de simplesmente posicionar uma empresa em plataformas. Em resumo, trata-se de um processo de mudança estrutural que se utiliza da tecnologia como objeto central. Os focos são a melhoria do desempenho de uma empresa e a garantia de melhores resultados, otimizando diversos processos e proporcionando uma melhor experiência para todas as partes envolvidas.

 

Indústria 4.0: os pilares básicos

A quarta revolução industrial trabalha com cinco pontos essenciais. Quem descreve-os é o autor Philip Kotler, um dos professores mais prestigiados da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos. 

O primeiro deles fala sobre o controle em tempo real da operação. Com sistemas capazes de enviar, receber e trocar dados de forma espontânea, o processo pode sofrer mudanças sem que seja necessário realizar grandes ajustes. Em seguida, temos a virtualização. É uma espécie de “cópia” virtual da fábrica, que resultam em sensores que são espalhados pela planta e permitem monitorar remotamente todos os processos. 

O conceito de descentralização coloca a “responsabilidade” nas mãos das máquinas. A ideia é que o sistema ciber-físico seja programado com capacidades de gerar dados e informações que permitam com que a própria ferramenta seja capaz de tomar as decisões. Já em orientação a serviços, os softwares disponibilizam serviços e soluções de acordo com as necessidades da produção.  

Por fim, tratamos a capacidade de modularidade. Ela promove uma flexibilização na produção em demanda que permite com que o produto seja alterado no meio do processo. Assim, o resultado final pode ser personalizado ou otimizado sem que haja grandes perdas ou influências consideráveis no fluxo da cadeia produtiva. 

 

Indústria 4.0: os impactos e as projeções

Entre os principais impactos positivos, está a redução do custo de produção. Evidentemente, os investimentos iniciais não são baratos, mas precisamos enxergar sob uma perspectiva de longo prazo. A implementação dessas máquinas garante uma maior flexibilidade da produção, o que diminui os gastos para as empresas e, consequentemente, reduz o valor final do produto para os consumidores. Além do preço reduzido, os comprados também poderão ter acesso a artefatos personalizados, como expusemos na modularidade.

Como em diversas ferramentas tecnológicas, existem bons e maus usos. Entre os impactos negativos, destacam-se o crescimento da espionagem industrial e das fake news, que utilizam automação em seus processos. 

O principal ponto de preocupação, no entanto, é o mercado de trabalho. De fato, a implementação dessas máquinas ultrainteligentes resultará em demissões em massa em todo o mundo. Algumas funções podem ser realocadas, mas não é uma projeção muito abrangente. 

Em compensação, a Indústria 4.0 ajudará na geração de novas vagas de emprego e muitas outras formações. Nem todas as profissões atuais serão extintas, mas as projeções indicam que todas sofrerão atualizações. De acordo com o estudo “Realizing 2030: A Divided Vision of the Future”, 85% das profissões vigentes daqui a 10 anos ainda não foram inventadas. A pesquisa contou com a participação de líderes de grandes empresas em 17 países, incluindo o Brasil. 

Este cenário já começa a ser discutido por governos de diversos países, especialmente na Europa, onde se debate a criação ou a implementação de programas sociais para diminuir os impactos dessas demissões. 

No Brasil, o processo de implementação da Indústria 4.0 passa por transições. Atualmente, cerca de 2% das indústrias brasileiras já aplicaram a Transformação Digital. Segundo a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a Indústria 4.0 pode economizar R$ 73 bilhões ao ano para o país. Em relação aos custos com reparos, a economia chega a R$ 35 milhões. 

O estudo Projeto Indústria 2027, realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL) em parceria com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, afirma que em sete anos, 21,8% das empresas brasileiras já terão adotado a revolução. 

 

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