Fraude de identidade sintética: um golpe que pode parecer inofensivo, mas que gera diversos prejuízos a um negócio. Entenda!

Fraude de identidade sintética: um golpe que pode parecer inofensivo, mas que gera diversos prejuízos a um negócio. As falcatruas de falsidade ideológica sempre foram muito populares por aqui, especialmente, quando se busca tirar alguma vantagem financeira. Se antes era necessária muita criatividade para convencer, agora, bastam algumas ferramentas do mundo digital. 

Ganhando cada vez mais destaque, a fraude de identidade sintética é um golpe onde a pessoa se utiliza de dados que não lhe pertencem para tirar algum proveito; a diferença do tradicional é que essas informações não precisam ser verdadeiras. Basta realizar uma combinação de elementos verídicos e fictícios e, assim, criar uma identidade totalmente nova. A mesclagem de elementos falsos e reais é o que, justamente, prejudica o rastreamento do responsável. 

 

Fraude de identidade sintética: entenda o funcionamento

A fraude de identidade sintética tem como principais focos a realização de transações financeiras, a solicitação de empréstimos, a obtenção de benefícios em promoções e a abertura de empresas e contas bancárias. Antes de começar a aplicar a tática, há um longo estudo sobre os padrões de identificação de ações legítimas dos aplicativos ou sites. 

Para chegar na “montagem” de uma nova identidade, os golpistas fazem as mais variadas combinações, tendo como foco o Cadastro de Pessoa Física: um CPF inativo relacionado a um nome verdadeiro ou um documento real associado a uma alcunha fictícia. Há casos também em que eles criam dados do zero, graças a combinações possíveis de números. Pela estratégia de combinar documentos inativos com nomes reais ou vice-versa, as principais prejudicadas pela fraude de identidade sintética são crianças de 0 a 7 anos e pessoas já falecidas. 

Um levantamento da Cyxtera, líder global de datacenter especializada em segurança digital, comprova essa afirmação: 60% das fraudes utilizam dados dos mais jovens, enquanto 800 mil pessoas mortas têm suas identidades violadas por ano. Para não serem descobertos, essa nova “persona” chega a demorar até seis meses para realizar a primeira operação. Outra tática para passar despercebido é não concluir diversas transações em um espaço curto de tempo. 

Dos desfalques financeiros aos falsos leads, a fraude de identidade sintética causa prejuízos desde os pequenos negócios às grandes corporações. O agravo se prolonga justamente pela dificuldade em identificar de onde vem a ação fraudulenta, o que faz com a farsa demore anos para, pelo menos, ser descoberta. Por essa razão, prevenir é muito mais fácil que remediar: antes de precisar combater, invista em tecnologias necessárias para evitar esse tipo de dor de cabeça. 

Os criminosos se aproveitam também de regras condicionais pouco fortificadas; aquelas que avaliam o comportamento de usuário de forma muito polarizada: “sim” ou “não”, “alto risco” ou “baixo risco” e afins, sem dar chances de uma avaliação mais aprofundada. 

 

Fraude de identidade sintética: as estatísticas são alarmantes

A fraude de identidade sintética é chamada de “victimless crime” (crime sem vítima, em tradução livre) porque nenhuma pessoa física é completamente comprometida pela prática. Mas as pessoas jurídicas são. De acordo com o relatório idealizado pela Cyxtera, os prejuízos causados pela prática giram em torno de US$ 1,2 bilhão (o equivalente a R$ 6.408.000.000, na conversão atual) somente nos Estados Unidos. 

As estatísticas relacionadas ao crime crescem proporcionalmente aos desfalques financeiros, especialmente neste momento da pandemia, onde as vendas e transações online cresceram 40% só em março, em comparação ao mesmo mês do ano passado. Os dados são da Statista. Ainda de acordo com a pesquisa da Cyxtera, divulgada em novembro de 2019, a fraude de identidade sintética representa 85% dos crimes do segmento. Entre 2017 e 2018, a incidência deste tipo de golpe teve aumento de 60%. 

É necessário reforçar, sobretudo, as determinações de validação de identidade. Existem diversas fontes públicas de dados, que te ajudam a comprovar a existência daquele usuário. Hoje, existem diversas empresas especializadas em antifraude, que dedicam todas as suas expertises para ajudar os empreendedores neste combate. Vale uma pesquisa na internet para procurar a que mais atende às suas demandas. Não espere acontecer! 

 

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