Inteligência emocional: embora este conceito da psicologia pareça útil apenas nas relações pessoais, ele está relacionado, também, ao sucesso no mercado de trabalho. Saiba mais!

Inteligência emocional: embora este conceito da psicologia pareça útil apenas nas relações pessoais, ele está relacionado, também, ao sucesso no mercado de trabalho. A ideia passa a ser pensada como uma habilidade em 1990 através de um artigo publicado pelos pesquisadores Peter Salovey e John D. Mayer, que dividem a concepção em domínios como percepção, uso, entendimento, controle e transformação das emoções. 

Para chegar na importância da inteligência emocional no ambiente de trabalho, precisamos fazer um breve apanhado deste conceito. Acompanhe!

 

Inteligência emocional: entenda os principais pontos

A inteligência emocional pode ser entendida como a capacidade de entender, lidar e controlar as próprias emoções, tal qual os sentimentos de outras pessoas. Assim, o ser humano é capaz de gerenciar os seus próprios objetivos e as demandas diárias e alcança suas realizações sem precisar comprometer a saúde mental. 

É preciso saber como tratar os medos, as inseguranças e os percalços nas relações interpessoais para atingir tal objetivo. E é por essa razão, também, que desenvolver inteligência emocional requer muita responsabilidade, afinal, diariamente temos que conviver com pessoas que não fortalecem essa habilidade e, mesmo que a (pouca) paciência imponha restrições, é preciso ter empatia e contornar possíveis situações conflituosas. 

É graças a essa manutenção de autoconfiança e relações interpessoais que o trato da inteligência emocional se faz tão importante no mundo corporativo. Nem a mais importante formação acadêmica do mundo priva uma pessoa de não se sentir bom o suficiente ou livra alguém não lidar bem com as questões do outro. 

Um estudo aprofundado de inteligência emocional gera um profissional que reconhece as suas principais habilidades e entende também suas principais fraquezas, mas que gasta seu tempo tentando melhorar ou simplesmente aceitando que não possui determinada expertise ao invés de se depreciar por isso. O resultado disso, no fim do dia, é um trabalhador mais produtivo e satisfeito com a própria vocação. 

 

Inteligência emocional: fatores e habilidades

Nas últimas décadas, diversos autores da área da psicologia e até mesmo de outras vertentes escreveram sobre o assunto. Destacaremos, aqui, dois bem conhecidos que desenvolveram pontos sobre fatores e habilidades para desenvolver inteligência emocional. 

No livro “Inteligência Emocional”, escrito por Daniel Goleman, pós-graduado em psicologia pela Harvard, em 1986, há a divisão do conceito em cinco habilidades primordiais: autoconsciência (o reconhecimento das próprias emoções), autorregulação (o trato das emoções_, automotivação (aprendizado e manutenção sobre como se estimular), empatia (o reconhecimento das emoções das outras pessoas) e as habilidades sociais (as interações com a sociedade). 

Já Travis Bradberry, doutor em psicologia organizacional pela California School of Professional Psychology, nos Estados Unidos e co-autor do livro “Emotional Intelligence 2.0”, descreve as seguintes habilidades como pontos primordiais para afirmar que você aprimorou sua inteligência emocional: é capaz de conhecer as qualidades, as fraquezas e as próprias emoções, sabe dizer “não”, perdoa a si mesmo e aos outros, sabe neutralizar críticas e exerce empatia. 

 

Inteligência emocional: pequenas dicas para o dia a dia

Conheça-se: A jornada do autoconhecimento é contínua e precisa de manutenção diária. Uma boa dica é se colocar em terceira pessoa e analisar os próprios atos como quem vê de fora. Avalie seu comportamento e analise seu desempenho ao longo do dia, tanto nas tarefas do trabalho, quanto nas interações sociais. Destaque seus pontos positivos e foque em melhorar os negativos. O autoconhecimento é o primeiro passo para o controle e manutenção das suas emoções.  

Seja paciente: Um dos pontos chaves da inteligência emocional é ter calma perante os processos, tanto os seus quanto os que envolvem outras pessoas. Desenvolver paciência é entender que tudo demanda tempo e, assim, se poupar de determinadas frustrações. Manter-se calmo diante dos percalços do dia a dia pode te ajudar a desenvolver controle. 

A política da boa vizinhança: O ambiente corporativo, muitas vezes, nos coloca em contato com alguém que a gente não tem boa convivência. A inteligência emocional não faz com que você se torne amigo de todo mundo, mas te leva a separar questões pessoais das profissionais e faz com que não se crie ambientes hostis. 

Não se reprima: Outro fator primordial da inteligência emocional é entender que suas ideias, emoções, constatações e até as reivindicações têm valor e merecem ser expostas. Claro que isso não vem acompanhado de arrogância; é preciso pensar as maneiras e as oportunidades mais corretas de se expressar. Mas isso é mais um aprendizado que vem junto com a inteligência emocional. 

Fracassos não te definem: Com a inteligência emocional, vem a percepção de que todos nós estamos suscetíveis a fracassos. Isso não nos livra do desapontamento, mas nos traz a maturidade de entender que situações não bem sucedidas são, também, novas oportunidades de analisar o que não funcionou e correr atrás de melhorias. É uma questão de trabalhar novas perspectivas. 

 

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