Alguns setores da sociedade nunca mais funcionarão como antes. É o que aponta ninguém mais, ninguém menos que o Google. Descubra quais são!

A pandemia do novo coronavírus trouxe desafios em diversas áreas da nossa vida pessoal e profissional. É um momento onde precisamos expandir nossa criatividade em busca de vencer as limitações. A expectativa maior, no entanto, é sobre como e quando as coisas poderão voltar ao normal. Mas… não se anime tanto assim. Alguns setores da sociedade nunca mais funcionarão como antes. 

É o que aponta ninguém mais, ninguém menos que o Google. A multinacional de tecnologia fez um levantamento em diversos mercados, onde conversou com especialistas dos mais variados segmentos e listou as sete áreas que mais sofreram impactos com a pandemia. A investigação aponta também o que o futuro reserva para esses nichos e os principais desafios de um novo normal que a gente ainda pouco conhece. 

O levantamento realizado pelo Google foi publicado na edição brasileira da revista Forbes, veiculada este mês. A seguir, destacaremos as sete áreas mais impactadas pelo contexto da pandemia e apontaremos os principais destaques da pesquisa. Acompanhe! 

 

As sete áreas da nossa vida que nunca mais serão as mesmas após a pandemia, segundo o Google

Compras do dia a dia: Um dos principais impactos do consumo na pandemia foi a compra via delivery em estabelecimentos nos quais estávamos tão acostumados a comprar presencialmente, como mercado e farmácia. O aumento quase megalomaníaco desses estabelecimentos e a necessidade de atender aos clientes que não se sentiam seguros em sair fez com que as operações fossem ajustadas, segundo a publicação. Isso já deixa essas lojas prontas para um futuro próximo, onde as compras online se mostram mais seguras e confortáveis. De acordo com o diretor de estratégia e performance do Rappi, Fernando Vilela, o atual contexto antecipou uma tendência que já era esperada para os próximos três anos. 

Decisões compartilhadas: Segundo dados levantados pelo Google, 60% dos brasileiros estão passando mais tempo com a família. Esse contexto afeta diretamente o consumo, sobretudo, as decisões de compra. A empresa acredita que, cada vez mais, essas deliberações serão compartilhadas. A Forbes aponta, também, que a dualidade entre os consumidores que valorizam a posse dos bens e os que priorizam o acesso a mercadorias é uma excelente oportunidade de negócio para as marcas menores com presença digital mais recente. 

Educação à distância: Entre as pesquisas analisadas pelo Google, destaca-se o dado de que 17% dos brasileiros começaram a estudar online pela primeira vez durante a pandemia. Ainda que esteja longe de substituir as aulas presenciais, especialmente, pela necessidade da socialização, a EAD é uma tendência que parece ter chegado para ficar. Segundo a Associação Brasileira de Escolas Particulares (ABEPAR), uma das empresas consultadas pelo Google, a expectativa é que as instituições adotem de vez o limite de aulas online que podem ser ministradas, que gira em torno de 20% a 30%. 

Exibição: Já foi o tempo em que a relevância e o sucesso de um vídeo, principal forma de entretenimento dos brasileiros na quarentena, era medido pela quantidade de likes e visualizações. De acordo com o levantamento, a métrica ideal para medir qualidade e engajamento será o tempo de exibição; afinal, em um momento onde o tempo é cada vez mais valioso, dificilmente o usuário assistirá uma grande parcela de um vídeo que não considera útil. Na reportagem da Forbes, Phillipe Carrasco, que idealiza as parcerias de conteúdo do YouTube, afirmou que “curadoria” é a palavra do futuro. 

Família: O tempo a mais que familiares passaram juntos durante a quarentena ajudou a ressignificar a forma com que essas relações são enxergadas — em perspectivas positivas e negativas. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública afirma que essa maior convivência resultará em “mudanças na dinâmica familiar” e “alterações na rotina”. A publicação destaca que agora se revelam “os dois lados da coexistência”: o do afeto e o da violência; há famílias que aproveitaram o tempo livre para se conectarem ainda mais, enquanto outros lares relataram aumento de casos de violência. Uma prova disso é o aumento de denúncias de agressão a mulheres. Apenas o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) detectou uma subida de 50% nesses casos nos primeiros meses da quarentena.  

Segurança da internet: Pesquisas do Google levantaram que, durante a quarentena, 46% dos brasileiros estiveram mais preocupados com a segurança virtual. A reportagem destaca a necessidade de planejar melhor o suporte e a conexão, mas também fala das vulnerabilidades relacionadas a esse tema. Essa preocupação externou o ambiente da tecnologia da informação e adentrou também os ambientes familiares e escolares. É o que informa o diretor da Safernet, consultado pelo Google, que revelou que pais e professores estão cada vez mais atentos ao que crianças e adolescentes estão fazendo na internet. 

Trabalho: O Google destaca que o momento mostra que os trabalhos formais precisam de mais flexibilidade, enquanto os trabalhadores informais precisam de mais proteção. O advogado Luiz Guilherme Migliora, professor da Fundação Getúlio Vargas, consultado pelo Google, destacou também a necessidade de se discutir um “modelo de trabalho sustentável”. Já sobre home office, a pesquisa destaca que deve ser uma tendência cada vez mais presente, mas que exige um processo de reestruturação de todas as partes envolvidas. 

 

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