O blockchain funciona como uma espécie de explorador de blocos de Bitcoin. A funcionalidade foi eleita recentemente pelo Linkedin como a habilidade de trabalho mais procura no mundo. Saiba mais!

Blockchain: a tecnologia ganha cada vez mais espaço nas grandes corporações e chama atenção de pessoas que buscam formas alternativas e seguras de trocar informações. A primeira documentação do assunto data de 2008, em um artigo publicado por Satoshi Nakamoto, uma espécie de alterego utilizado pelo criador do Bitcoin (há controvérsias). O trabalho é intitulado “Bitcoin: A Peer-to-Peer Electronic Cash System”. 

Sim, o blockchain é uma tecnologia associada a criptomoedas, especialmente, ao Bitcoin, a mais famosa de todas. No entanto, ela pode ser utilizada no envio e recebimento de muitas outras informações. Mesmo que os dois conceitos não sejam sinônimos, é impossível desassociar um do outro. O surgimento desse conceito foi o que possibilitou a existência das criptomoedas, já que ele é o responsável pelo rastreamento das mais importantes informações. Além do Bitcoin, vale destacar Litecoin, Ether e Ripple. 

Na semana passada, publicamos um artigo que expôs as 10 habilidades de trabalho mais procuradas pelos recrutadores que utilizam o Linkedin. Em primeiro lugar, lá estava o gerenciamento de blockchain. No decorrer da semana, recebemos diversas mensagens de pessoas interessadas em entender um pouco melhor o assunto. Para atender a demanda, preparamos esse pequeno manual sobre blockchain para iniciantes. Acompanhe! 

 

Blockchain: o que é e como funciona?

Podemos começar a entender a definição de blockchain ao observar a tradução literal da palavra: corrente de blocos. Trata-se de um sistema de tecnologia capaz de armazenar dados sobre transações realizadas de forma online. Entre os elementos salvos, estão o local de armazenamento, o remetente, o destinatário, a quantidade de informações enviadas e ainda de onde e a que horas a operação foi realizada. 

Isso se dá graças a distribuição de diversos blocos de informações, que contém um arquivo e um hash. Para quem não sabe, é uma dispersão criptográfica que reduz dados grandes de valor variável em informações pequenas de valor fixo. Cada vez que um novo bloco é criado, ele contempla a própria hash e a do bloco anterior, assim, todos permanecem interligados. 

É essa ação que faz com que o processo de blockchain seja praticamente impossível de fraudar, já que para invadir é preciso decifrar não apenas um, mas dois códigos. Ao fim dessa jornada, os dados temporais, como dia e hora, estarão disponíveis para acesso no que chamamos de livro (ou ledger). No entanto, não é possível ver quem realizou o envio. 

Quando o usuário envia qualquer arquivo digital, um bloco é criado e distribuído pela rede, o que faz com que todas as máquinas conectadas tenham acesso em tempo real àquele conteúdo. Então, há uma verificação sobre a validade daquela transação. Caso a resposta seja positiva, o bloco é adicionado às correntes e não pode mais ser alterado.  Assim, a propriedade passa a ser atribuída ao destinatário. Todo esse processo acontece renovadamente a cada 10 minutos.

 

Blockchain: é seguro? 

Primeiramente, precisamos saber que o funcionamento do blockchain só é possível graças à computação em nuvem, que permite a disponibilização dos mais variados arquivos online. É essa tecnologia que faz com que as informações não estejam disponibilizadas em um único computador central e, sim, uma rede que pode ser acessada a qualquer momento, o que leva a dispersar os pontos de ataque. O fator forte da segurança está no fato de que os dispositivos conectados possuem cópias das databases. 

Se um hacker quiser extrair ou alterar dados disponíveis em algum bloco específico, ele teria que descobrir os hashes de todos os blocos em diante. Além disso, ele também precisaria manipular todos os computadores conectados naquele rede. E tudo isso em dez minutos, antes de o próximo bloco se formar. Tarefa praticamente impossível. Caso algum desses computadores tente realizar algum tipo de modificação nesse banco, é expulso imediatamente. 

O fato é que o gerenciamento de blockchain tem se tornado um diferencial para grandes corporações porque vivemos em um momento onde até as maiores empresas do mundo sofrem com as vulnerabilidades virtuais. O objetivo de adotar essa tecnologia é poder fazer registrar suas transações e outras informações digitais de forma mais segura. De acordo com a revista Forbes, em publicação de fevereiro deste ano, a prática ainda ajuda as empresas a economizar bilhões de dólares. 

Entre as empresas que já adotaram o blockchain e realizam investimentos para a tecnologia, destacam-se a Amazon, que oferta inteligência para empresas como a Nestlé, a Sony Music e a BMW, e a Anthem, companhia de planos de saúde que utiliza a metodologia para disponibilizar informações médicas para seus pacientes de maneira confidencial. 

 

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