Síndrome do Impostor é um sentimento, por vezes, fajuto, de que você é uma fraude. Nesse artigo, listamos os possíveis sintomas dessa desordem.

Síndrome do Impostor, em suma, é um sentimento, por vezes, fajuto, de que você é uma fraude. É uma sensação de autossabotagem que te faz acreditar que seu sucesso é fruto de sorte ou do acaso e não de competência. Em publicação da BBC, a psicóloga britânica Rachel Buchan definiu a questão como “uma crença interior de que você não é bom o suficiente, ou não pertence” e destacou que isso pode aparecer, também, nas relações pessoais. 

Esse estigma ainda não é considerado oficialmente um transtorno psicológico pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas números alarmantes já chamam a atenção de estudiosos da saúde mental. Segundo pesquisa realizada pela Universidade Dominicana da Califórnia, dos Estados Unidos, 70% dos profissionais bem-sucedidos, em sua maioria, mulheres, sofrem com a Síndrome do Impostor. 

Abaixo, listamos os possíveis sintomas da Síndrome do Impostor. Acompanhe! 

 

Síndrome do Impostor: os primeiros sinais

Procrastinação x perfeccionismo: A boa e velha desculpa de funcionar melhor com o deadline apertado pode ser um sintoma da Síndrome do Impostor. Embora possa parecer uma atitude desleixada, ela é fruto do perfeccionismo exagerado proveniente dessa desordem. O medo de ser “desmascarado” e receber críticas pelo trabalho é tanto que a pessoa prefere deixar tudo para última hora. Assim, ela tem a possibilidade de culpar o prazo apertado e não ter suas habilidades questionadas, caso não alcance o resultado esperado. 

O “bonzinho” do rolê: Você jura que chegou no estágio onde se encontra por sorte ou engano, então, compensa a suposta falta de competência com carisma. Não confia no próprio intelecto e se faz uma pessoa querida e amada por todos. O que a princípio parece uma qualidade pode se tornar porta de entrada para situações vexatórias. Você passa a não saber como recusar coisas e também não aceita elogios ou congratulações porque acredita que só fazem isso porque gostam de você.  

Os extremos no trabalho: As vítimas da Síndrome do Impostor variam entre duas situações extremas quando se trata da quantidade de trabalho. Há os que acreditam que a forma mais ideal de mascarar sua falta de capacidade é trabalhando de forma incansável. Em contrapartida, há aqueles que preferem se esforçar menos por medo de fracassar, então, adiam projetos e se resumem a fazer apenas o que lhe foi pedido. Acha que é melhor não fazer mais e, assim, não se destacar do que se destacar por tentar e falhar. 

Se esconde: O medo que a vítima da Síndrome do Impostor tem de ser “descoberta” faz com que ela evite exposições, tanto pessoais, quanto do próprio trabalho. Por isso, se bloqueiam na hora de apresentar uma ideia, de se posicionar em uma reunião ou até mesmo de se submeter a uma nova possibilidade de emprego. O temor de desvendarem a suposta fraude faz também com que essa pessoa sofra sozinha, já que dividir esses sentimentos com alguém faria com que esse sujeito também percebesse a “farsa”. 

Arruína as próprias possibilidades: Todo profissional visa cargos maiores ou melhores condições de trabalho, mas para quem é acometido com a Síndrome do Impostor qualquer possibilidade de conquistar isso é atrapalhada pela autossabotagem. O indivíduo está tão tomado pela certeza do fracasso ou pela convicção de que não merece a benfeitoria que, sem perceber, começa a agir de modo a se boicotar. Por exemplo, marca dois compromissos em um dia de entrevista de emprego para, inconscientemente, não conseguir chegar a tempo. 

Vale lembrar que tratam-se de projeções baseadas em publicações científicas e artigos disponibilizados na Internet. O presente texto visa apenas ser um ponto de partida. No entanto, cada caso é individual e deve ser analisado com suas particularidades. Se você se identificou com algum desses sintomas, recorra a uma terapia. Qualquer diagnóstico ou tratamento específico devem ser realizados por profissionais da área da psicologia. 

 

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