Cidades Inteligentes: o modelo urbano que se utiliza da inovação já é uma realidade no Brasil. Neste artigo, você confere quais cidades brasileiras mais têm se destacado na adaptação a um futuro inteligente.

Cidades Inteligentes: o modelo urbano que se utiliza da inovação e da sustentabilidade para proporcionar bem estar às populações já é uma realidade no Brasil em estágios cada vez mais avançados. O conceito, também conhecido como Smart Cities, trata de uma área urbana que utiliza tecnologia para otimizar diversos processos usuais do dia a dia. 

Uma cidade se transforma em inteligente graças à tecnologia de sensores que funcionam via internet e são capazes de coletar e armazenar dados, gerando, assim, uma inteligência que pode automatizar, gerenciar e melhorar vários âmbitos da sociedade. Esse upgrade é uma das principais revoluções pensadas pela Internet das Coisas (IoT), que visa uma sociedade onde a grande maioria dos objetos do nosso dia a dia estão interligados à web. 

Há seis anos, o Brasil é o principal foco de pesquisa do Ranking Connected Smart Cities, encabeçado pela Urban Systems, especialista em inteligência de mercado, em parceria com a Necta. O levantamento investiga quais cidades mais têm se destacado na adaptação a um futuro inteligente, bem como quais apresentam maiores potenciais de desenvolvimento. 

 

Cidades inteligentes: a pesquisa Ranking Connected Smart Cities

Em sua sexta edição, o Ranking Connected Smart Cities mapeou os 673 municípios brasileiros que abarcam uma população acima dos 50 mil habitantes. A investigação conta com apoio de empresas, entidades e governos. De acordo com a apresentação da própria pesquisa, o levantamento tem como objetivo “encontrar o DNA de inovação e melhorias para cidades mais inteligentes e conectadas umas com as outras, sejam elas pequenas ou megacidades”. 

No mesmo documento, os organizadores apresentam, via manifesto, os seguintes quesitos diferenciais: integração, inovação, colaboração, transparência e foco nas pessoas. Esses são os principais pontos nos quais as cidades inteligentes devem apostar. A pesquisa leva em conta o desempenho de 70 indicadores primordiais para as cidades inteligentes, nos quais estão distribuídos entre 11 categorias. Todos os indicadores têm peso um, com exceção da escolaridade dos prefeitos, que vale 0,5. Portanto, a nota máxima possível é 69,5. 

As categorias são: economia, educação, empreendedorismo, energia, governança, meio ambiente, mobilidade e acessibilidade, saúde, segurança, tecnologia e inovação e urbanismo.  Segundo o relatório oficial da pesquisa, o resultado de cada cidade evolui a cada edição de acordo com as mudanças de métrica dos indicadores, a inserção dos novos indicadores, a evolução que o município apresentou nos indicadores analisados e a evolução apresentada pelos municípios em posições próximas. 

É a primeira edição onde é utilizada como referência a versão atualizada da “Sustainable cities and communities – Indicators for smart cities”. Publicada em maio de 2019, trata-se de uma iniciativa da Organização Internacional de Normalização (ISO) para criar um padrão que medem os fatores que direcionam uma cidade a uma atualização inteligente. 

 

Cidades inteligentes: os destaques do Ranking Connected Smart Cities

No topo do ranking, aparece a capital São Paulo, que teve 37,90 como nota, três pontos a mais do que a metade permitida e com uma diferença de menos de um ponto do segundo colocado, Florianópolis, capital de Santa Catarina. Campinas, cidade do interior de São Paulo, a primeira colocada do ano passado, agora, figura na quarta colocação. 

Todo o top 5 é formado por cidades do Sudeste e do Sul, o que explicita as regiões como polo de investimento em detrimento das outras; o Centro Oeste aparece apenas duas vezes no top 20, o Nordeste apenas uma, enquanto o Norte figura apenas no top 40. Além disso, das 100 cidades melhores colocadas, 43 delas estão localizadas no estado de São Paulo.  

Na visão do presidente da da Urban Systems, Thomaz Assumpção, a pouca variedade de mudanças nas primeiras posições em relação ao ano passado representa uma vontade desses cidades em “manterem e melhorarem seus indicadores”. Ele completa: “Destaque para o setor de tecnologia e inovação, que apresentaram melhora nos itens de infraestrutura e no setor de educação, que apresentou mais cidades com crescimento em seus indicadores”. 

 

Cidades inteligentes: confira o top 20 brasileiro, segundo o Ranking Connected Smart Cities

1º – São Paulo – SP (37,901)

2º – Florianópolis – SC (37,224)

3º – Curitiba – PR (36,545)

4º – Campinas – SP (36,303)

5º – Vitória – ES (36,251)

6º – São Caetano do Sul – SP (36,107)

7º – Santos – SP (35,423)

8º – Brasília – DF (35,361)

9º – Porto Alegre – RS (34,869)

10º – Belo Horizonte – MG (34,608)

11º – Niterói – RJ (34,411)

12º – Rio de Janeiro – RJ (34,297)

13º – Barueri – SP (34,214)

14º – Campo Grande – MS (34,002)

15º – Recife – PE (33,557)

16º – Balneário Camboriú – SC (33,449)

17º – Jaguariúna – SP (33,421)

18º – Itajaí – SC (33,078)

19º – Blumenau – SC (33,017)

20º – São José dos Campos – SP (32,979)

 

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