Em celebração ao Dia do Empreendedorismo Feminino, separamos neste artigo várias curiosidades e dados que comprovam que a inserção das mulheres nesse nicho é cada vez mais promissora.

Empreendedorismo feminino: com o avanço dos debates e das conquistas de direitos das mulheres, essa promete ser uma das principais revoluções da nova década – revolução esta que já foi iniciada nos últimos anos e atinge cada vez mais altos índices no mundo dos negócios, um segmento ainda dominado pelos homens. 

Além dos desafios logísticos e financeiros e dos assédios sexuais e morais dentro do ambiente de trabalho, as mulheres também precisam lidar com o machismo estrutural que as impedem de desenvolver os seus negócios, a exemplo de um dado exposto pela pesquisa da Rede Mulher Empreendedora (RME) e publicado pelas Forbes, que revela que “as empreendedoras investem 24% mais tempo com os filhos e a família do que os homens”, fruto de uma cultura que ainda deposita sobre as mulheres a maior parte das responsabilidades com os cuidados maternais e domésticos. 

Em celebração ao Dia do Empreendedorismo Feminino, separamos neste artigo várias curiosidades e dados que comprovam que a inserção das mulheres nesse nicho é cada vez mais promissora.

 

Empreendedorismo feminino: um breve histórico

Você pode até não fazer ideia, mas convive diariamente com ideias de negócios revolucionárias que foram desenvolvidas por mulheres empreendedoras. A atuação das mulheres já é uma realidade há muitos anos, no entanto, a discussão ainda é limitada – desproporcionalmente aos desafios, que só crescem. A prova de que a conversa sobre o assunto ainda não atingiu o devido patamar é que o Dia do Empreendedorismo Feminino foi criado há apenas 6 anos pela Organização das Nações Unidas (ONU), mesmo que os primeiros registros de uma mulher empreendedora datem de 210 anos.

De acordo com Deb Xavier, escolhida pela ONU como embaixadora brasileira da data, o objetivo é chamar a atenção para o impacto que a mulher empreendedora tem na economia. “Ela contrata, investe na economia local e contribui para o desenvolvimento sustentável da economia. O dinheiro que ela ganha é investido na educação dos filhos, por isso, eu costumo dizer que a melhor maneira de investir na educação é investir nas mulheres”, disse a empreendedora em entrevista ao UOL. 

Segundo dados do Global Entrepreneurship Monitor (GEM) publicados pelo relatório “Empreendedorismo Feminino no Brasil”, desenvolvido pelo SEBRAE, em 2019, existiam 24 milhões de empreendedoras no Brasil, 4 milhões a mais que homens. Como “empreendedores”, a empresa classifica “indivíduos que têm um negócio (formal ou informal)”. Segundo a Serasa Experian, 98,5% da ação feminina no mundo dos negócios está limitada a MEI (48% dos cadastros de MEI no Brasil são de mulheres) ou sociedades com micro e pequenas empresas. 

Quando se trata de “donos de negócios”, “indivíduos que estão à frente de um negócio como Empregador ou Conta Própria”, o número cai quase pela metade. Apenas 0,2% das mulheres são sócias de grandes empresas, ainda de acordo com a Serasa. Mesmo com menor participação e menor remuneração, as mulheres se mostram as mais capacitadas para conquistar vagas no mercado de trabalho. Segundo dados da RME, 69% das empreendedoras tem graduação ou pós-graduação, contra 44% dos homens.

Apesar da discrepância ainda grande, o cenário do empreendedorismo feminino tem sido muito animador no Brasil, principalmente, na segunda metade dos anos 2010. De acordo com o GEM de 2016, as mulheres estavam a frente de 51,5% dos negócios que se iniciaram naquele ano. Já o estudo “Women in The Boardroom: Uma Perspectiva Global”, da Deloitte, afirma que o empreendedorismo feminino aumentou 7% (de 18% para 25% do total) em apenas três anos. 

A cobrança por mulheres em lideranças de empresas já não são mais um pedido exclusivo dos grupos que lutam pelos direitos delas, mas uma reivindicação que pode gerar muito retorno financeiro. Segundo pesquisa sobre diversidade realizada pela empresa de consultoria empresarial McKinsey & Company publicada pelo Correio Braziliense, que colheu dados de mais de mil empresas em 12 países, “mulheres em cargos de liderança aumenta em 21% as chances de uma empresa ter desempenho financeiro acima da média”. Além disso, de acordo com o Boston Consulting Group (BCG), a inserção de mulheres empreendedoras pode gerar uma adição de US$ 5 trilhões à economia global. 

O que antes poderia parecer uma utopia, agora, já é uma realidade. Mesmo que o caminho ainda possa parecer tortuoso, “Lugar de mulher é onde ela quiser” já deixou de ser um jargão para se tornar uma realidade presente – e transformadora – no mundo dos negócios.

 

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