Golpe no WhatsApp: todo dia, milhares de brasileiros são vítimas da ação de bandidos que se utilizam da intimidade (ou da falta) das pessoas com o aplicativo para promover crimes.

Golpe no WhatsApp: todo dia, milhares de brasileiros são vítimas da ação de bandidos que se utilizam da intimidade (ou da falta) das pessoas com o aplicativo para promover crimes. O fato é que passamos tanto tempo diante deste app que, muitas vezes, somos invadidos por uma falsa impressão de expertise perante a ferramenta. E é justamente dessas defasagens que estes ladrões se aproveitam.

De acordo com relatório do laboratório de segurança digital da PSafe, especialista em cibersegurança, 473 mil usuários tiveram os WhatsApps clonados no Brasil apenas no mês de setembro do ano passado, o que dá, em média, quase 16 mil contas por dia. Esse número representou um aumento de 25% em relação ao mês anterior. 

Outro dado alarmante foi divulgado pela mesma empresa, em 2019: o WhatsApp é a principal fonte de golpes virtuais no Brasil. Segundo levantamento, 64,1% dos crimes online que aconteceram naquele período foram provenientes do aplicativo de mensagens instantâneas. Em sequência, aparecem os navegadores de internet, com 29,4%. 

Pensando nisso, preparamos este dossiê destrinchando o funcionamento dos golpes de WhatsApp mais populares do Brasil. Neste artigo, você encontra também as principais formas de combate desses crimes e os principais cuidados exigidos. Acompanhe! 

 

Golpe no WhatsApp: clonagem

Como os dados expostos acima mostram, a clonagem de conta segue como o mais popular quando se fala de golpe no WhatsApp. Os especialistas classificam a ação deste crime como “engenharia social”, já que nem sempre há um ataque hacker e, sim, uma manipulação quase psicológica para que dados privados sejam compartilhados.

Entre os disfarces mais comuns, estão o “golpe da empresa”. Criminosos se passam por representantes de alguma marca geralmente, empresas de anúncios de venda onde o número dos usuários pode estar público e pedem que a pessoa informe o código que acabou de receber via SMS, geralmente com a desculpa de validar algum cadastro. 

Distraída e diante de um “atendente” muito simpático e atencioso, a vítima não percebe que se trata de um código do WhatsApp e o informa ao criminoso. É nesse momento em que o golpista consegue acesso à conta e passa a importunar os contatos do prejudicado em busca de dinheiro. 

Para que o login via código de SMS seja impedido, basta acionar a confirmação em duas etapas. A função pode ser ativada através da aba “Conta” no seu WhatsApp. Assim, qualquer nova entrada no aplicativo só será concretizada se a senha criada por você for digitada. 

 

Golpe no WhatsApp: clonagem de chip

Este golpe exige um maior nível de complexidade, mas isso não tem impedido a prática de se popularizar por aqui. Em 2019, um grupo chegou a clonar 5 mil chips em um golpe conhecido como “SIM swap”. Entre as vítimas, estavam artistas famosos e empresários milionários. 

Munidos de diversas informações sobre o dono do número, os golpistas entram em contato com a operadora e pedem que a linha seja alocada para um novo chip, geralmente, com a justificativa de que houve perda ou roubo.

A partir daí, todas as funcionalidades associadas àquela linha passam para o controle dos golpistas. Apesar de não ter ligação direta com a ferramenta, o SIM swap é associado a um golpe no WhatsApp justamente porque é através desse app que os malfeitores fazem contato com parentes e amigos da vítima, se passando por ela na tentativa de conseguir extorquir dinheiro. 

Para se prevenir desse golpe, mais uma vez, a solução é ativar a verificação em duas etapas. Assim, mesmo com o número, o criminoso não consegue acesso à conta no WhatsApp, já que não tem a senha cadastrada no aplicativo. 

 

Golpe no WhatsApp: site fake

Um dos golpes mais antigos da história da internet, a tática do site falso, ou simplesmente phishing, tem feito muitas vítimas no WhatsApp. Segundo informes da Kaspersky Lab, empresa russa produtora de softwares de segurança, o Brasil é o campeão mundial da prática.

Os golpistas recriam de forma muito precisa o site de empresas famosas, como lojas de departamento e bancos. Com a perfeição da réplica, o usuário não desconfia e realiza compras e transações, fornecendo, assim, os dados pessoais para o site dos criminosos. 

A ação tem ganhado força no WhatsApp porque é justamente através de disparos em massa no aplicativo que esses links se espalham. Uma das épocas do ano onde o golpe mais se populariza é na Black Friday, com correntes de falsas promoções. 

A principal prevenção contra este golpe é justamente analisar bem o link que você abriu no WhatsApp. Às vezes, eles mudam apenas uma única letra do endereço; o suficiente para você cair no golpe e fornecer seus dados. Outra dica é procurar softwares geralmente, programas antivírus, como Avast e o Kaspersky que oferecem serviço anti-phishing e barram sites com histórico de golpe. 

 

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