Lixo eletrônico: precisamos urgentemente falar sobre o assunto!

Lixo eletrônico: precisamos urgentemente falar sobre o assunto! Em uma sociedade em que aparelhos como smartphones e notebooks já são parte importante da nossa realidade, ainda é pouca nossa educação sobre as formas corretas de descarte desses materiais. 

Para que não haja erro, aqui cabe uma explicação que pode parecer básica, mas é importante: lixo eletrônico — também conhecido como resíduo eletrônico ou simplesmente e-lixo — são todos os equipamentos eletrônicos, bem como todos os acessórios que os acompanham, como pilhas e baterias, que passam a ser inutilizáveis, pelo menos para seu primeiro proprietário. 

Os ensinamentos de reciclagem tradicionais, no entanto, não são recomendados para o descarte dos lixos eletrônicos porque esses materiais contêm substâncias tóxicas em sua composição, como níquel, chumbo e mercúrio. O contato desses elementos com a fauna, a flora e até com as pessoas pode causar danos irreparáveis. 

É preciso entender que os itens não causam impactos imediatos quando são despejados na natureza ainda em sua forma intacta — e é aí que entra a importância do descarte correto dos lixos eletrônicos. Após certo tempo, o material sofre com a ação do clima e essas substâncias tóxicas começam a ser liberadas à medida em que os itens perdem sua forma original. 

Além disso, existem pessoas que buscam resgatar alguns metais ou outros elementos desses lixos eletrônicos, muitas vezes de forma inadequada e com produtos ácidos. Essa prática leva a contaminação, não apenas por conta das substâncias que o próprio aparelho pode liberar, mas também pelos preparados utilizados nessa extração. 

Mesmo diante dos riscos, pouco tem sido feito: de acordo com um estudo publicado em 2016, apenas 3% desse lixo produzido no Brasil é descartado da maneira certa, um número que contrasta de forma atenuante com outro dado. De acordo com o estudo Global e-Waste Monitor de 2017, realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil é o campeão na produção de lixo eletrônico na América Latina, com 1,5 milhão de toneladas de resíduos por ano. 

 

Lixo eletrônico: algumas dicas básicas 

Em agosto de 2010, foi aprovada a Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei nº 12.305/10, que visa otimizar as formas de coleta do lixo, incluindo o eletrônico, bem como prestar mais transparência sobre a quantidade de resíduos produzida no país e pensar formas de prevenção quanto a esses aumentos.

Por isso, a primeira dica é estudar profundamente o assunto, tanto em relação aos impactos do descarte incorreto, quanto às ações propostas sobre o tema. Existem diversas leis e iniciativas que protegem tanto as empresas quanto o consumidor quando se trata de lixo eletrônico. É o caso da Logística Reversa, um setor adotado por diversas empresas que visa gerir e distribuir materiais descartados. Fica a dica para os empreendedores!  

Essa lógica oferece soluções internas e também para os consumidores, que podem contar com pontos de coleta das marcas que consomem. Para os clientes, pesquise se a empresa fabricante deste produto oferece essa vantagem. Em alguns casos, essa informação pode ser encontrada no próprio manual. Caso ela não ofereça, considere não comprar novamente esses eletrônicos! 

Nesses casos onde a própria empresa não fornece assistência para descarte de lixos eletrônicos, procure as prefeituras ou organizações licenciadas que trabalham com esse objetivo. No site da Green Eletron (clique AQUI), gestora de resíduos tecnológicos desenvolvida pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (ABINEE), você encontra uma lista com diversos pontos de coleta. 

Por fim, considere que aquilo que não serve mais para você pode ser de muita usabilidade para outras pessoas. Caso o seu produto ainda esteja em boas condições de uso, doe para um amigo ou para uma instituição que precise e garanta com que a vida útil do seu aparelho seja, de fato, aproveitada!   

 

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