O relatório Top Risks é sempre recebido com atenção porque destrincha as principais tendências geopolíticas que impactam não apenas o país de origem, como a economia em âmbito global. Saiba mais!

Top Risks: o levantamento oferece noções de quais devem ser os principais pontos de atenção no ano que se inicia. Janeiro de 2021 ou Dezembro de 2020 parte 2? Apesar da virada, os últimos 366 dias deixaram muitos problemas e poucas soluções. A expectativa óbvia é que essas problemáticas continuem a reverberar nos meses adiante. Entre elas, estão a pandemia da Covid-19 e os conflitos relacionados à democracia nos Estados Unidos.

É o que aponta a edição 2021 do levantamento anual Top Risks, realizado pela Eurasia Group. Publicado no último dia 4, o relatório aponta os riscos políticos que trarão impactos globais durante o ano que se inicia. De acordo com a entidade, o mundo está refém da maior crise já experimentada em gerações. O presidente do grupo, Ian Bremmer, acredita que a resposta da economia que definirá este ano, enquanto a resposta da saúde foi a grande chave de 2020. 

Fundada em 1998 e com sede em Nova York, a Eurasia Group é uma empresa especializada justamente em riscos políticos e fornece consultorias a diversas instituições sobre como o mercado é afetado pelo contexto da política e como essas questões impactam os ambientes de investimento no mundo todo. Publicações importantes do mercado econômico, como  The Economist e pelo The Wall. Street Journal, já prestaram reverências aos trabalhos da companhia. Há filiais da firma no Brasil, localizadas em São Paulo e em Brasília. 

A cada nova edição – a primeira foi publicada em 1998, o Top Risks é sempre recebido com atenção porque destrincha as principais tendências geopolíticas que impactam não apenas o país de origem, como a economia em âmbito global. Tensões políticas e sanitárias, mais do que nunca, estão no centro dessas discussões. Nesse artigo, separamos os três principais riscos destacados pelo relatório da Eurasia Group e os respectivos impactos esperados para 2021. 

 

Top Risks: os principais riscos previstos para 2021

Contexto político dos Estados Unidos: Recém-empossado, a gestão de Joe Biden, 46º presidente eleito da maior potência mundial, é a principal preocupação dos especialistas da Eurasia Group. Mas não é uma tentativa de desmoralizar a vitória do democrata, como tentou fazer o ex-presidente Donald Trump. O grupo acredita que a polarização política deve enfraquecer os Estados Unidos no cenário internacional e ainda causar muitas tensões internas, já que “metade” do país pode não enxergar Biden como um representante legítimo, o que vai de encontro às conspirações de Trump. Como bem pontuou o texto de introdução presente no relatório, “quando o país mais poderoso está dividido, o mundo todo tem um problema”. 

A pandemia: Mesmo que a vacina contra a Covid-19 encha as pessoas de esperança, a pandemia do coronavírus ainda acarretará em problemas para a estabilidade política e econômica do mundo, segundo o relatório. A publicação destaca que nem os mais abrangentes dos impactos da pandemia irão se esvair com a vacinação, afinal, ainda existem os riscos da evolução do vírus, que pode afetar as metas de imunização e até mesmo prejudicar a eficácia dessas substâncias. A expectativa é que, dentro da economia, essa crise deixe dívidas públicas elevadas, perda de confiança de mercado e ainda instabilidade nos setores de trabalho.

Carbono: As discussões sobre a neutralidade de emissões de carbono, como destaca a revista Época, se tornou “uma arena global de competição”. Os riscos giram em torno de um dado alarmante: 2020 foi o ano mais quente já registrado no Planeta Terra. Apesar disso, a volta dos Estados Unidos ao Acordo de Paris, uma das primeiras ações prometidas pelo governo de Joe Biden, pode ser animadora. O relatório afirma que essa ação não é apenas uma reversão de negligência climática de Trump, mas um passo em direção a uma nova era de cooperação global pela chamada “Rede Zero”, que, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). não adicionam novas emissões de carbono à atmosfera. 

O relatório completo está disponível NESTE endereço. 

 

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