ESG é um modelo que provoca uma visão mercadológica que vai além do lucro e se preocupa com os impactos das ações da empresa na sociedade. Vamos falar sobre isso? Acompanhe o artigo!

ESG: uma sigla que representa uma mudança significativa no comportamento corporativo do Brasil e do mundo. Em 2019, o estudo Authenticity Gap revelou que 70% dos consumidores buscam empresas com impacto social e ambiental positivos. 

A expectativa é que essa porcentagem seja ainda maior no pós-pandemia. Estamos falando de um contexto onde, cada vez mais, os compradores exigem gastar dinheiro com marcas que oferecem muito além de produtos e serviços e que se preocupem com o bem estar da sociedade e com as próprias pautas pessoais ou identitárias. 

Por essa razão, a aplicação do conceito ESG faz-se muito necessária. Mas você sabe o que essas três letras representam? Essa informação e outros insights você confere neste artigo. Acompanhe!

 

ESG: o que é?

A sigla, que representa as palavras “ambiental”, “social” e “governamental” em inglês, marca uma nova perspectiva empresarial sobre as questões relacionadas à sustentabilidade e à sociedade. É um modelo que provoca uma visão mercadológica que vai além do lucro e se preocupa com os impactos das ações da empresa a curto e a longo prazo. 

O conceito ESG surge com uma proposta de pacto global idealizada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2004. Segundo a instituição, as questões ambientais, sociais e de governança passaram a ser consideradas essenciais nas análises de riscos e nas decisões de investimentos, colocando forte pressão sobre o setor empresarial.

Com a repercussão da iniciativa e a necessidade urgente dessa implementação, a expectativa é que os modelos ESG recebam grandes investimentos no decorrer da década. De acordo com a Bloomberg, empresa de tecnologia que gera dados para o mercado financeiro, a ESG deve atrair US$ 53 trilhões em investimentos em 2025. Ainda não existem dados que comprovem a afirmação, mas especialistas do mercado acreditam que a pandemia acelerou esse processo. 

“A pandemia forçou empregadores a repensar suas políticas em várias questões, do redesenho de locais de trabalho à maior ênfase na saúde e segurança dos funcionários e à garantia de que os empregados tenham acesso a recursos de saúde mental”, afirmou Fiona Reynolds, CEO da agência PRI, em reportagem veiculada pela Folha de S. Paulo. 

 

ESG: na prática

O alto valor da previsão de investimentos pode passar a falsa impressão de que o conceito ESG é restrito a empresas com faturamentos bilionários, mas pequenas ações já contribuem para a implementação do modelo em empresas de diversos portes. Vale reforçar que cada negócio tem necessidades e objetivos específicos e a implementação desses esquemas deve atender a essas especificidades. Portanto, antes de iniciar essa ou qualquer outra transição, é importante dispor de um relatório completo da situação da companhia, para, inclusive, analisar os pontos falhos onde o esquema ESG pode otimizar. 

Para reduzir os impactos ambientais, sua empresa pode adotar estratégias de gestão de riscos e substituir matérias primas danosas. Na nossa firma, a Città Telecom, adotamos, recentemente, uma ferramenta de documentos online que reduziu muito o nosso uso de papel. A estimativa é que 611 kg de madeira tenham sido poupados graças a essa transição.

No âmbito social, sua empresa pode contribuir com projetos sociais – especialmente, os que fazem parte do bairro ou município onde a empresa atua, dispor de mecanismos de auxílio psicológico para os funcionários, promover debates sobre diversidade e acessibilidade e implementar esses dois conceitos na hora de escolher a equipe de trabalho. A respeito de governança, um excelente reforço é sempre trabalhar em acordo com a legislação local. Elas existem para garantir que os impactos do seu trabalho sejam sempre positivos para a comunidade. 

Por fim, é importante reforçar que o conceito ESG não é mera formalidade, é um posicionamento que gera ganhos altíssimos em produtividade, em longevidade do modelo de negócio e, principalmente, em reputação. Em entrevista à Folha de S. Paulo, o executivo-chefe da Associação de Investimento e Finanças Sustentáveis do Reino Unido, James Alexander, afirmou que o lucro de uma empresa não é mais capaz de garantir o sucesso isoladamente. 

“As pessoas estão percebendo que, se as empresas não estão prestando atenção às questões de ESG, isso as torna, inerentemente, insustentáveis. No longo prazo, não existe lucro numa empresa que não é sustentável. E é isso que os investidores estão percebendo”, afirmou o profissional. 

 

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