Os créditos de carbono se transformaram em um negócio bilionário e sustentável. Entenda mais!

Crédito de carbono: as mudanças climáticas observadas nas últimas quatro décadas resultaram em ações empresariais e governamentais para mudar a perspectiva entre as produções e os cuidados com o meio ambiente, especialmente, quando se fala na redução da emissão de dióxido de carbono. 

Nos últimos anos, surgiram inúmeras iniciativas que visam criar formas de flexibilizar as emissões de gases de efeito estufa. Apesar de ser um fenômeno físico natural, a presença excessiva deles traz desequilíbrio na temperatura do planeta. Nesse contexto, surgiu o conceito de crédito de carbono. Segundo o portal Mundo Educação, ele representa um mercado de créditos gerados com base na não emissão de gases de efeito estufa à atmosfera, podendo ser comercializados entre países.

A iniciativa teve origem em 1997, com a criação do Protocolo de Kyoto. Trata-se de um dos acordos ambientais internacionais mais importantes da história, cujos principais objetivos são estabelecer metas de redução de emissão dos gases de efeito estufa, principalmente, para os países desenvolvidos, e discutir a manutenção de outros problemas na natureza causados pela intervenção humana. 

 

Crédito de carbono: apresentando alguns conceitos

Um crédito de carbono é o equivalente a uma tonelada de dióxido de carbono que determinado país deixou de emitir na atmosfera. Para chegar a esse resultado, é preciso investir em ações e práticas sustentáveis, como substituição de combustíveis por outras formas mais limpas de energia, reposição de desmatamento, campanhas de conscientização e utilização de biomassas renováveis.  

Após um cálculo preciso que compara o antes e o depois das ações de redução de emissão, o país recebe um certificado do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e, após isso, os créditos disponíveis podem ser comercializados com outras instituições que não bateram as metas.

Segundo estimativas do Instituto de Finança Internacional, esse mercado deve atingir um rendimento de 100 bilhões de dólares por ano até 2050. A ideia é criar uma espécie de sistema de compensação entre empresas, países e pessoas físicas, que têm metas obrigatórias de redução de emissão de CO2, mas não possuem recursos financeiros ou acessos logísticos que possam auxiliar nessa redução. 

Então, com a compra dessas moedas, essas corporações fortalecem a manutenção desses processos, garantindo recursos para que eles continuem a investir no combate ao desmatamento e na utilização de energias renováveis. De acordo com a Taskforce on Scaling Voluntary Carbon Markets, em reportagem publicada na revista Época, esse tipo de ação permite que mais empresas se comprometam com a neutralização do carbono por meio de ações em projetos de investimento que contenham as emissões. 

No entanto, existem, também, organizações notórias que condenam a prática. É o caso do Greenpeace. Em 2019, a organização e mais 60 movimentos brasileiros se uniram para assinar a “Carta em defesa da posição histórica do Brasil sobre offsets florestais”. A ONG alerta para a possibilidade de alguns países deixarem de cumprir suas responsabilidades ambientais em detrimento da compra das moedas.

“O mercado de carbono deve ser analisado com cuidado e deve conter regras rígidas para que não se torne uma maneira dos países compensarem suas emissões de gases de efeito estufa sem estarem de fato reduzindo a origem das práticas que são responsáveis por essas emissões”, afirmou o Greenpeace, em comunicado publicado no site oficial. 

No Brasil, os créditos de carbono são centro de um Projeto de Lei (528/2021) que visa regulamentar a prática no país. O deputado Marcelo Ramos (PL-AM), que apresentou o PL, afirma que a regulação proposta garante a transparência das negociações de créditos de carbono no Brasil. 

De acordo com o Estadão, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que fará um esforço para que a lei seja aprovada antes da COP26, a 26ª conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que acontece em novembro.

 

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