Instagram Kids: uma versão infantil da famosa rede social de fotos e vídeos está nos planos de Mark Zuckerberg. No entanto, a iniciativa foi recebida com muita desconfiança. Saiba mais!

Instagram Kids: uma versão infantil da famosa rede social de fotos e vídeos está nos planos de Mark Zuckerberg. Apesar da alta adesão das crianças em plataformas online, a iniciativa foi recebida com muita desconfiança. Atualmente, as regras do aplicativo não permitem que pessoas com menos de 13 anos de idade criem perfis. O limite foi baseado no Ato de Proteção da Privacidade Online de Crianças (COPPA, em inglês). No entanto, basta mentir a data de nascimento que o “problema” é facilmente resolvido. 

Criar o Instagram Kids parece ter sido a solução mais fácil para o conglomerado do Facebook. “A realidade é que as crianças já estão online”, afirmou Adam Mosseri, head do Instagram. A notícia de que a versão infantojuvenil da rede estava em processo de criação foi confirmada em março deste ano. “Cada vez mais, as crianças pedem aos pais para fazer parte de aplicativos onde possam manter contato com os amigos”, reforçou o profissional. 

Em um artigo publicado no blog oficial do Instagram, Mosseri continuou as argumentativas. “Acreditamos firmemente que é melhor que os pais tenham a opção de dar aos filhos acesso a uma versão do Instagram que tenha sido projetada para eles – onde os pais possam supervisionar e controlar a experiência – do que confiar na capacidade de um aplicativo de verificar a idade de crianças jovens demais para ter um documento de identidade”, afirmou. 

No Brasil, de fato, o cenário comprova a afirmação de que os pequenos estão online. Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 77,7% das pessoas com idades entre 10 e 13 anos têm acesso à internet. O debate gira em torno, justamente, do excesso. Especialistas afirmam que o Instagram deveria pensar em proteger as crianças da superexposição, enquanto os mais calorosos ainda acusam a empresa de utilizar os menores de idade com o único intuito de não perder ainda mais público para o TikTok e o YouTube. 

Diante das críticas, o planejamento do Instagram Kids, que ainda não tinha data oficial de lançamento, foi pausado. O head do Instagram, no entanto, nega que a ideia tenha sido cancelada. “Isso nos dará tempo para trabalhar com pais, especialistas, legisladores e reguladores, para ouvir suas preocupações e demonstrar o valor e a importância deste projeto para os adolescentes mais jovens que hoje estão online”, disse. Mosseri defendeu a iniciativa, alegou que “não é uma má ideia” e apontou que o Instagram não é o único a pensar em uma versão infanto-juvenil, já que o TikTok e o YouTube já oferecem navegações voltadas às crianças. 

O anúncio do adiamento veio junto com a divulgação de uma pesquisa, que reforçaria os argumentos de que os jovens ainda não estão preparados para lidar com as pressões das mídias digitais. A pesquisa, realizada com adolescentes estadunidenses e britânicos, revelou que o sentimento mais comum desencadeado pelo Instagram é a necessidade de criar uma imagem perfeita. Com a experiência na rede social, metade dos entrevistados afirmaram possuir a impressão de que não têm dinheiro ou amigos o suficiente, enquanto 13% e 10% (britânicos e estadunidenses, respectivamente) afirmaram sentir tristeza ou depressão profunda, agravadas pelo uso da ferramenta. 

Essa pesquisa foi encomendada pelo próprio Instagram e publicada em primeira mão pelo The Wall Street Journal. A forma como o levantamento foi divulgado recebeu críticas de Mosseri. “Conduzimos pesquisas para tornar o Instagram melhor. Isso significa que os insights que vêm delas muitas vezes lançam luz sobre problemas, mas inspiram novas ideias e mudanças no Instagram”, afirmou o profissional.

Não é a primeira vez que as redes sociais do grupo de Mark Zuckerberg tentam emplacar ferramentas exclusivas para o uso de pessoas entre 6 e 12 anos. Lançado em 2017 em alguns países do mundo e em 2020, no Brasil, o Messenger Kids prometia ser uma plataforma sob total controle dos responsáveis. Na época, 19 organizações de proteção à criança assinaram uma carta endereçada ao presidente do Facebook com um pedido de encerramento do aplicativo, sob a argumentação de que “crianças não estão prontas para lidar com redes sociais”. O pedido não foi atendido. 

Enquanto as polêmicas cessam, o Instagram continua a desenvolver a versão “kids” do famoso aplicativo. “Tenho três filhos e a segurança deles é a coisa mais importante da minha vida. Estou atento às preocupações com este projeto”, finalizou o head da rede. 

 

Gostou do conteúdo? Siga a gente nas redes sociais! 

Também estamos nas redes sociais! Para ficar por dentro dos nossos conteúdos e dos nossos serviços, siga-nos!

Facebook | Instagram | Twitter | Linkedin | YouTube